Marjane Satrapi, voz por trás de “Persépolis”, morre aos 56 anos
Autora e cineasta franco-iraniana que transformou memórias em um símbolo cultural deixa legado mundial
Marjane Satrapi, autora do aclamado livro em quadrinhos “Persépolis” e coautora do filme homônimo, morreu aos 56 anos. A notícia da morte, divulgada nesta quinta-feira, pegou fãs, colegas e críticos de surpresa. Não houve, até o momento, informação oficial sobre a causa.
Do traço íntimo ao impacto global
“Persépolis” expôs, com humor e dureza, a vida no Irã durante e após a Revolução Islâmica. A obra de Satrapi atravessou fronteiras: virou filme animado indicado ao Oscar e tornou-se leitura obrigatória em debates sobre memória, exílio e direitos das mulheres. Sua escrita visual deu voz a experiências pessoais que ressoaram em audiências diversas, da crítica especializada a jovens leitores.
Além da grafia contundente, Satrapi trabalhou em cinema e em projetos que misturavam autobiografia e ficção, sempre com um olhar que unia política e intimidade. Hoje, editoras, cineastas e leitores relembram a coragem de sua narrativa e o efeito transformador de suas histórias. A perda marca o fim de uma trajetória que influenciou gerações e ampliou o alcance da literatura gráfica como instrumento de resistência cultural.
Imagem: Divulgação

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6