O autor do livro “Relentless: The Power of Doing Less in a Workplace That Demands More” afirma que adotar pausas deliberadas — o que ele chama de “preguiça estratégica” — pode beneficiar a criatividade, a resolução de problemas e a produtividade. A ideia foi tema do lançamento da obra e base para recomendações apoiadas por pesquisas acadêmicas.
Segundo o autor, sua segunda carreira como escritor e coach começou no fim dos 30 anos e, ao chegar aos 40, ele passou a buscar maximizar resultados com menos esforço. A proposta de “preguiça estratégica” consiste em priorizar tarefas de maior impacto, abandonar atividades de baixo valor e reservar momentos de inatividade sem culpa.
Origem da ideia e lançamento
O conceito ganhou destaque no evento de lançamento do livro, quando o organizador reservou uma hora na agenda sem pauta, sem link de videoconferência e sem qualquer compromisso além de estar consigo mesmo. Líderes do setor e professores descreveram a proposta como “genialidade absoluta” e a editora declarou ser o melhor lançamento que já havia visto. O autor relata que a ideia surgiu enquanto permanecia na cama.
Pesquisas e evidências citadas
O texto menciona um estudo de 2015 liderado por Todd McElroy, da Universidade da Costa do Golfo da Flórida, que indicou uma correlação entre pessoas que pensam mais profundamente e menor atividade física, o que levou manchetes a sugerirem que indivíduos “preguiçosos” seriam mais inteligentes.
Outra pesquisa, publicada em 2022 pelo professor assistente Paul Green, da Universidade do Texas, concluiu que trabalhadores que fazem pausas estratégicas e descansos reais apresentam melhor capacidade de resolução de problemas e maior produtividade no longo prazo em comparação com quem trabalha sem interrupções.
Também é citada a Teoria da Restauração da Atenção, de Rachel e Stephen Kaplan, da Universidade de Michigan, que aponta que períodos prolongados de concentração esgotam o sistema de atenção dirigida do cérebro. Em resposta, os pesquisadores recomendam pausas que favoreçam a “fascinação suave” — um estado de atenção relaxada associado à ativação da chamada rede de modo padrão (default mode network), vinculada à criatividade e aos insights.
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Aplicações práticas
Na prática, o autor sugere reservar 15 minutos de inatividade absoluta durante o dia — sem redes sociais, podcasts ou checagem de mensagens — ou, se isso for difícil, sair ao ar livre e olhar para o céu. Ele alerta que fatores atuais, como a “paranoia da produtividade” descrita no Índice de Tendências do Trabalho da Microsoft de 2022, o avanço da inteligência artificial, a pressão por retorno ao trabalho presencial e o aumento do estresse e do burnout, tornam mais difícil permitir esses intervalos.
O texto relembra uma anedota sobre Henry Ford: em 1930, Ford pagava US$ 50 mil ao ano (equivalente a cerca de US$ 900 mil hoje) a um funcionário que passava a maior parte do tempo com os pés sobre a mesa, porque esse empregado teve uma ideia que economizou US$ 2 milhões à empresa — e, quando teve a ideia, estava exatamente naquela posição.
O autor conclui que, diante de sobrecarga de tarefas, parar por alguns instantes e permitir que o cérebro vagueie pode facilitar soluções criativas. Ele relata ter concebido a melhor ideia para o lançamento do livro enquanto permanecia na cama, e sugere que outros também podem encontrar respostas em momentos de ócio controlado.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6