A Brava Energia fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 871 milhões, queda de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando teve resultado de R$ 1,049 bilhão.

A companhia atribuiu o desempenho a fatores específicos de suas operações, citando margem de 13% no segmento de downstream e o aumento na extração de petróleo, além do impacto provocado pela elevação de 23% nos preços médios de venda do petróleo.

No trimestre encerrado em junho, a receita líquida da Brava avançou 14% na comparação anual, alcançando R$ 3,598 bilhões. Já o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 33% ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 1,774 bilhão.

A dívida líquida consolidada da empresa terminou o segundo trimestre em R$ 1,626 bilhão, refletindo uma redução de 2% em relação ao trimestre anterior. Com isso, a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 1,97 vez no segundo trimestre de 2026, contra 3,11 vezes no segundo trimestre de 2025 e 1,84 vez no primeiro trimestre de 2026.

O diretor financeiro e de relações com investidores da Brava Energia, Luiz Carvalho, destacou que a companhia atingiu níveis recordes de receita e Ebitda no período, atribuindo o resultado à captura de eficiências e ao bom momento comercial dos ativos da empresa.

Brava Energia registra lucro de R$ 871 milhões no 2º trimestre de 2026

Imagem: Reprodução/Brava Energia

As contas do trimestre mostram, assim, combinação de crescimento de receita e expansão do Ebitda, mesmo com o lucro líquido tendo apresentado recuo anual, influenciado pelos fatores operacionais e de preço mencionados pela companhia.

Não foram divulgadas pelo comunicado outras alterações relevantes na estrutura societária ou em projeções futuras no período informado.

Com informações de Valor.globo