Um estudo encomendado pela Amcham Brasil aponta que a exploração e o processamento de minerais críticos e terras raras podem impulsionar a economia brasileira nas próximas décadas. Segundo a pesquisa, o avanço dessa cadeia produtiva tem potencial para acrescentar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) e criar 750 mil empregos até 2050, desde que o país aumente o processamento industrial e atraia capital estrangeiro.
A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da U.S. Chamber of Commerce e de empresas do setor. O levantamento compara dois cenários de desenvolvimento para os minerais considerados estratégicos à transição energética e à indústria de alta tecnologia.
No primeiro cenário, com investimentos predominantemente nacionais e manutenção do papel do Brasil como exportador de matérias-primas com baixo nível de industrialização, o impacto estimado é de R$ 128,7 bilhões no PIB e a criação de 304 mil empregos até 2050.
No segundo cenário, apontado como mais vantajoso, a participação de investidores internacionais aumenta, o processamento doméstico se fortalece e uma parcela maior desses minerais passa a ser utilizada por indústrias brasileiras. Nesse arranjo, os investimentos somariam R$ 120,9 bilhões, levando o efeito total sobre o PIB a R$ 192,1 bilhões e elevando a geração de empregos a 750 mil postos até 2050.
De acordo com a Amcham Brasil, esse caminho mais industrializado representaria R$ 63,4 bilhões adicionais ao PIB em relação ao primeiro cenário, além de ampliar o consumo das famílias em R$ 32,3 bilhões, aumentar os investimentos em R$ 16,1 bilhões e criar 446 mil empregos a mais.
Impacto regional e setorial
Os benefícios econômicos concentrariam-se nos estados com atividade mineral mais expressiva. O estudo indica que Pará (16%), Bahia (10,3%), Goiás (10%), Piauí (4%) e Minas Gerais (3,8%) seriam os principais beneficiados pelo aumento da produção.
O fortalecimento do processamento interno também ampliaria ganhos para unidades da federação com maior base industrial, como Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Minas Gerais, elevando a competitividade em segmentos de maior valor agregado.
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No âmbito setorial, a hipótese de maior industrialização projetou crescimento acumulado de 1,8% para a indústria de transformação, 4,5% para a construção civil e 4,2% para a indústria extrativa. Entre os ramos industriais, destacam-se fabricação de máquinas e equipamentos elétricos (16,7%), máquinas para extração mineral (9,8%), automóveis (5,5%) e máquinas e equipamentos mecânicos (2,9%).
O levantamento considera a demanda por cobalto, cobre, grafita, lítio, níquel e terras raras, minerais essenciais para baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e outras tecnologias relacionadas à transição energética.
O estudo conclui que transformar esses recursos em produtos de maior valor agregado pode ser uma oportunidade para fortalecer a indústria brasileira, ampliar sua competitividade externa e ocupar posição relevante nas cadeias globais de fornecimento de tecnologias limpas.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6