O dólar retornou a níveis observados antes da escalada militar no Oriente Médio e a bolsa brasileira encerrou em leve alta nesta quarta‑feira (1º), em sessão marcada por maior apetite ao risco internacional diante de sinais de avanço rumo a um acordo entre Estados Unidos e Irã.
O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,157, com queda de R$ 0,022 (-0,43%). Pela manhã, a moeda chegou a ser cotada em R$ 5,17 em vários momentos, mas acelerou a desvalorização à tarde, atingindo R$ 5,14 por volta das 14h.
A cotação atual se aproxima dos níveis registrados na última semana de fevereiro, antes da intensificação do conflito. No acumulado da semana a divisa recua 1,42% e apresenta queda de 6,06% no ano.
O movimento de descompressão foi influenciado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve, admitindo a possibilidade de apenas “ataques pontuais”, se necessário. As falas reforçaram expectativas de cessar‑fogo, embora o governo iraniano tenha negado oficialmente ter solicitado esse tipo de acordo.
No mercado externo, o dólar também operou em baixa: o índice DXY, que mede a moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava no fim da tarde, com ganhos de moedas de mercados emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.
Bolsa
O índice Ibovespa, da B3, fechou a quarta‑feira aos 187.953 pontos, com alta de 0,26%. A valorização foi puxada principalmente por papéis do setor financeiro e por empresas mais sensíveis à atividade doméstica e aos juros, em um ambiente visto como potencialmente favorável a cortes adicionais da Taxa Selic caso o cenário externo permaneça menos turbulento.
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Petróleo
Pelo segundo dia seguido, o petróleo caiu, refletindo apostas em uma solução diplomática que reduza riscos de interrupção de oferta, especialmente no Estreito de Ormuz. O contrato do WTI para maio cedeu 1,24%, encerrando a US$ 100,12 o barril, enquanto o Brent para junho, referência para o mercado brasileiro, caiu 2,70%, para US$ 101,16. Durante o pregão, o Brent chegou a ser negociado abaixo dos US$ 100.
Apesar do alívio nos preços, o mercado permanece sensível a novos desdobramentos políticos e militares. Dados de estoques nos Estados Unidos limitaram perdas mais expressivas, e investidores aguardavam o pronunciamento de Trump previsto para a noite, além de qualquer sinal concreto sobre a normalização das rotas de transporte no Oriente Médio.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6