O Santander elevou o limite máximo de financiamento imobiliário de 80% para até 90% do valor do imóvel, reduzindo a entrada mínima exigida de 20% para 10%. A mudança, que passou a vigorar em maio, será aplicada de forma seletiva, variando conforme o perfil do cliente, o relacionamento com o banco e as características do bem.
Na prática, a alteração diminui a necessidade de capital inicial para aquisição da casa própria. Em um imóvel avaliado em R$ 300 mil, por exemplo, a entrada exigida pode cair de R$ 60 mil para R$ 30 mil, beneficiando famílias que têm capacidade de arcar com as prestações mensais, mas encontram dificuldade para reunir a poupança necessária à entrada.
As taxas anunciadas pelo banco partem de 11,69% ao ano mais TR, com possibilidade de variação conforme análise de risco do cliente. Especialistas ouvidos destacam, contudo, que financiar parcela maior do preço do imóvel tende a elevar o custo total da operação ao longo do tempo, devido ao aumento no volume de juros pagos.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) observa que a regulamentação já permite operações com LTV (relação entre valor financiado e valor do imóvel) de até 90% em algumas modalidades, embora a média do mercado esteja próxima de 60%. Por isso, operações com LTV mais alta devem permanecer concentradas em tomadores de menor risco e com bom score.
Entre os grandes bancos, a iniciativa do Santander intensifica a competição pelo crédito habitacional. Itaú e Banco do Brasil mantêm oficialmente o teto de 80% nas linhas tradicionais, enquanto o Bradesco adota 80% como padrão, podendo flexibilizar em situações específicas.
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A estratégia do Santander surge num contexto de expectativa de relaxamento gradual do crédito após cortes na Selic, mas analistas lembram que o financiamento imobiliário é sensível às taxas de juros de longo prazo, hoje situadas em torno de 13,6% a 13,7% ao ano. Ainda assim, ao reduzir a exigência de entrada, o banco pode incentivar tanto compradores de primeira residência quanto investidores que buscam alavancagem patrimonial.
Para o setor, a alteração pode abrir nova fase de disputa por clientes com melhor perfil de crédito, reforçando o relacionamento bancário como diferencial para acesso a condições mais vantajosas em um mercado que permanece com juros elevados.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6